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Preocupação com motivação


Estamos no início do ano e a motivação da equipe é uma condição para o sucesso de nosso planejamento (para quem o fez, claro!). Não existe gestor da área de tecnologia e serviços que não se preocupe com este tema (pelo deveria), até porque o “recurso humano” é um dos pilares de nosso negócio .


Técnica: Treinamentos motivacionais


Quem nunca fez ou contratou um seminário ou um treinamento sobre motivação?


Caminhando sobre brasas


A figura acima foi uma das técnicas utilizadas por orientadores motivacionais: “correr descalço sobre brasas”. O orientador fala algumas coisas para seus alunos, afirmando que temos capacidades incríveis e basta nos concentrarmos em nosso objetivo, confiar e seguir. Assim vários participantes saem correndo ou andando sobre brasas, chegando no outro lado se sentindo vencedores, talvez com algumas queimaduras leves.


Assim existem outros apelos, normalmente de cunho emocional. Eu participei de um seminário onde muitos se abraçavam e outros choravam. Teve um outro bem engraçado, pois o orientador em determinado momento pediu para as pessoas pularem com alegria (!?)


Funciona?


Sim, para alguns.


Mas, O efeito é curto. Este tipo de treinamento tem efeito passageiro. Assim que se retoma a rotina do trabalho aquela “energia” obtida no treinamento vai acabando.


Técnica: As metas X benefícios


Outra forma muito utilizada por alguns é apresentar a importância das metas a serem alcançadas pela empresa e os benefícios que o time obterá caso sejam alcançadas, tipo: bônus, PLR, etc…


Funciona?


Sim, para alguns.


Mas, não para aqueles que acreditam que metas definidas são inalcançáveis, de difícil entendimento ou simplesmente não acreditam porque já viram que na empresa “esse negócio de meta e bônus, não funciona”.


Ténica: Atendimento personalizado


Hoje é muito comum utilizarmos a frase “fazer sentido” inclusive para o tema motivação para cada colaborador. Gestores e profissionais de RH procuram entender o que efetivamente motiva cada pessoa e procura dar significado a importância de produzirmos com qualidade e produtividade.


Funciona?


Sim, para alguns.


Mas, não é fácil manter exigindo um esforço importante da empresa que aplica esta técnica. Atualmente existem empresas de software que já fornecem como benefício, o atendimento com psicólogos, até porque é mais barato do que afastar pessoas por burnout ou conviver com baixa produtividade.


Avaliações 360 graus


É todo mundo avaliando todo mundo: colaborador-gestor-colegas, enfim, é uma superavaliação.


Funciona?


Sim, para alguns.


Mas, infelizmente algumas vezes pessoas saem extremamente ofendidas destas reuniões e animosidades são semeadas. Exige bastante maturidade de todos.


Existe uma fórmula definitiva para a motivação?


Não, pois não existe apenas uma forma de motivar e depende muito do momento da empresa e do momento de cada colaborador (as vezes as coisas são incompatíveis mesmo).


O momento do CNPJ como base motivacional


A grande verdade é que existe algo em comum, um grande agregador e é o CNPJ. Se o CNPJ não for bem, nada dará certo. Não adianta investir em psicólogos, avaliações 360o. ou num plano de benefícios com metas que no momento não condizem com a situação de caixa por exemplo.


O momento do CNPJ precisa ditar o ritmo. Se o caixa está bom, se a margem de lucro está condizente e ela está crescendo fica mais fácil motivar considerando algumas demandas de cada CPF, mas caso contrário, é o bem-estar do CNPJ que precisa imperar e as pessoas terão que participar ativamente desse processo para equilibrar as coisas ou todos irão se enganar.


Eu já tive outras empresas no passado e fi executivo em outras e passamos por bons e maus momentos e efetivamente os aspectos motivacionais precisam estar aderentes a estes momentos ou infelizmente todo mundo pode se sentir bem na organização, mas por pouco tempo.


Sejamos sinceros e estratégicos. Precisamos motivar considerando inicialmente o posicionamento estratégico do CNPJ, pois se isso não ocorrer, qualquer ação de sustentação de motivação dos CPF´s não será vencedora.



No início deste ano fui surpreendido com a seguinte pergunta: “Qual é o maior desafio que seus potenciais clientes precisam superar?”


Confesso que na hora eu parei para refletir, pois o maior desafio para uma empresa, não é necessariamente o maior de outras empresas,realmente varia muito pela situação da proposição de valor, do marketing, do time comercial, das ofertas, da tecnologia, do mercado e da concorrência. Enfim, a lista é boa e realmente o desafio varia de situação a situação.


Mas, após esse momento de reflexão o insight veio forte e consegui identificar o maior desfio que enfrento na consultoria e ele é bem simples: “a apatia” reinante no íntimo de alguns empresários, sócios e gestores de uma maneira geral.


As razões desta apatia, também é facilmente identificada, vejamos:


  • Dificuldade de crescer de uma maneira geral: Parece que se dá um passo para frente, dois para o lado e dois para trás nos negócios.

  • Perda não prevista de clientes: perder clientes faz parte da regra do jogo, mas perder clientes que não foram mapeados é complicado e isso gera um desânimo além do necessário.

  • Desencanto: Foram feitas algumas iniciativas aumentar a receita, mas que resultaram em praticamente nenhum resultado.

  • Erros do passado: ainda estão muito vivos nas mentes dos gestores e incoscientementeacabam afetando de forma negativa novos projetos.

  • Insucesso alheio: Conhecimento de projeto semelhante que não deu certo.

  • Medo - Mesmo tendo lógica, o medo afasta qualquer possibilidade de adoção de uma nova prática.

  • Tudo é difícil - mesmo projetos fáceis são vistos como problemas complexos.

  • Procrastinação -  parece que sempre há uma razão para não se fazer algo.

  • Hipercompetição - Aparentemente muitos empresários ainda não entenderam o atual nível de concorrência e acreditam que o que é feito já é suficiente.

  • Cultura do não mexe porque piora - Perante situações negativas identificadas, não se procura mudar, pois acredita-se que se for feito algo, a situação com certeza irá piorar

  • Autoconfiança - É claro que  autoconfiança é uma qualidade presente na maioria dos empresários,mas o excesso dela pode eventualmente prejudicar os resultados.

  • Desconhecimento dos impactos positivos: Empresa em crecimento é uma das principais condições para influenciar positivamnte o valuation das empresas, pois quem quer comprar um negócio estagnado? Talvez não se queira vendar…mas ninguém pode dizer que desta água eu não beberei.


E, daí? O que fazer? Simples: faça algo.


Não procrastine mais. Se a empresa não está acompanhando o ritmo de crescimento do mercado de TI que ainda admite para empresas tradicionais taxas de crecimento entre 20% e 30% ano, um projeto de crescimento se faz necessário. Se sua empresa for uma startup as taxas podem/devem ser muito maiores.


Estamos no início de 2026, tempo excelente para se implementar um projeto como este.


Reflita sobre isso!


Foi a Cigam uma das últimas compras da Senior Sistemas em 2025. A Cigam é uma empresa e tanto, parabéns a Senior por mais esta aquisição.


A Senior já adquiriu algumas empresas onde atuamos como consultores, foi a GKO Sistemas (empresa com sede no Rio de Janeiro focada em TMS Embarcador), a Softran (focada em ERP para transportadoras) e a Gôndola sistemas (focada em ERP para supermercados).


Mas ela não tem o costume de divulgar seus negócios, mas desta vez ela divulgou e a venda não fugiu ao tradicional dos últimos anos. Vez por outra vemos algumas aquisições que saltam os olhos, não é verdde? Vemos empresas sendo vendidas por somas bem generosas... só que isso é raríssimo. Se olharmos na própria mídia, encontratemos empresas de tecnologia sendo vendidas por 1,5 a 2,5 vezes seu faturamento na média.


Vejamos o caso da Cigam. Ela faturou em 2024 em torno de R$ 70 milhões e foi adquirida por R$ 162 milhões o que dá: 2,3 vezes seu faturamento. Aqui pode ter algum ajuste por não ter sido divulgado o faturamento de 2025.


Há várias metodologias utilizadas para valuation, uns consideram um número "x" de vezes o valor do ebitda, outros o valor contábil e assim vai... Mas, a realidade nos mostra que a grande maioria das transações no Brasil fica na média que apontei acima.


Logo, você venderia sua empresa por 2 vezes o faturamento dela, valeria a pena? E se sim, o mercado pagaria?


Investidores procuram negócios bons para investir, ou seja: empresas "atraentes". O que os atrai? Relacionamos abaixo, dez pontos que podem ser considerados na análise do nível de atratividade das empresas e aproveite para analisar o nível de atratividade da sua. Podem ser consideradas atraentes para investidores tradicionais, empresas que:


  1. Atingiram pelo menos um milhão de faturamento mensal

  2. Possuam uma ampla carteira de clientes

  3. Tenham ofertas tecnologicamente atualizadas

  4. Possuam complementaridade de oferta

  5. Sendo empresas tradicionais, tenham crescido em média 20% aa

  6. Tenha uma margem de lucro mínima de 20%

  7. Trabalhem com canais de distribuição

  8. Inovaram, seja na oferta ou no mercado

  9. Tenham baixas taxas de churn

  10. Sejam admiradas pelos seus clientes e

  11. A receita recorrente (mrr ou arr) seja a principal fonte de receita cobrindo praticamente todos os custos da operação.


Fato é que ninguém irá investir numa empresa que não tenha pelo menos a metade dos 10 itens acima.


Por isso reforço que crescer não é uma opoção dos empresários, mas uma condição de sustentabilidade a longo prazo influenciando decisivamente em sua valorização. Cada ano que passa sem que tenha um crescimento consistente, é um ano perdido e que muito provavelmente não será recupaerado afetando negativamente a sustentabildiade e a valorização do seu negócio.



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